quando
as pontas dos dedos
queimam segredos
e um simples olhar
embala a razão
troca-se o espaço
pelo tempo no chão
soltam-se telas
loucas de belas
e o tempo, torna curto
o dia diminuto
adormecido, com elas
momentos de dedos
lançados ao ar
tecendo enredos
em noites de mar
já vestem saudades
em doce bolinar
ruisantos
Um pouco de azul
Há 10 anos

2 comentários:
Talvez um poema seja simples reflexos de pessoas encantadas em palavras, projectadas como impressões digitais, que se desprendem da pele e caem num conjunto de dedos que o acaso nunca apagará.
A vida não é feita de acasos.
gostei do poema,esses dedos que passam e tocam,e também essa magia do mar e dos barcos a navegar por esse mar fora.
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