segunda-feira, 10 de novembro de 2008

nostalgia


A

Por vezes sinto uma certa nostalgia de falar contigo, A. Não sei explicar porquê, nem é jeito meu prender-me a questões fantasiosas.O teu mistério, os súbitos desaparecimentos e o segredo, não me deixam de forma alguma fascinada...sou demasiado crescida para tal. As coisas demasiado difíceis, desmotivam-me. Sou frontal...não tenho tempo para ser de outra forma e reconheço ser grande o meu defeito de intolerância perante tudo o que demora. Lembro-me do tempo em que refilava e contestava. Hoje não o faço, pois já nada existe que mereça de mim esses esforços...hoje observo, oiço e viro as costas afastando-me em perfeito silêncio. A minha invisibilidade e aparente tranquilidade tornaram-se uma arte cada vez mais refinada. Uma senhora sabe ser discreta, talvez por motivos diferentes, mas todavia com resultados idênticos. Escrevi...desculpa os erros, mas escrevo com um dedo--o indicador direito--a mão esquerda apoiando a cabeça, sempre em posição obliqua...uma madeixa de cabelo castanho caída entre os dedos enquanto o restante cabelo permanece obedientemente preso com uma mola....depois do banho, um aroma a limão e jasmim.... Estou de cama com gripe...para a semana terei a minha última saída para o estrangeiro---vamos, vem comigo?
beijo


MP

1 comentário:

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Olá, boas!

Uma sugestão da Princesa, ainda que Solitária (preferia Solidária, mas ela é que sabe destas coisas), é para mim uma ordem. Já cá estou e gosto. Pronto. Ponto.

Hei-de voltar, nunca num dia de nevoeiro, que já basta o que basta. Juro que sim; não sei quando, mas voltarei. Sem cavalo branco, óbvio, porque não nasci - nem queria nascer - para salvar a Pátria, mesmo que ela não quisesse ser salva. Já basta o que basta, repito. E mais não digo. Caté rs.MP