sábado, 1 de novembro de 2008



É como estou
vendo sonhos distantes
Passam os dias, passam as noites
Quero-te,
Grito insano de tanto querer
Pelejo tonto, em batalhas espúrias
Centelhas de dor riem, sem parar
Vivo e sobrevivo
Consumo o tempo
Em renovos fluxos
E espero, na vaga que rola
O rio de beijos ocultos
Que acalmam e serenam
A ilusão do dia
Quedo e mordaz

Parto em desalinho
Esqueço quem sou
Vislumbro no ocaso
Espaços e memórias
Rompendo amarras
De promessas ocultas
Ondulando desejos
E veredas, sem destino
Sugam, a energia vital

Contudo
Sangue quente, ainda flúi
Veias carmins, seguram risos
E a vida escorre
Como gotas transbordantes
De mares distantes, e amenos
tornando, a ávidos lábios
Que se perderam, por querer

Tudo são pensamentos
Que em círculos se enlaçam
Em razões sem nexo
Por tudo e por nada
Mas
Sempre presente
Serás.

RuiSantos

1 comentário:

princesa papoila disse...

sabes...eu penso que só se sente a solidão como sofrimento, quando existe alguém que nos faz falta, caso contrário a solidão é uma companheira serena e pouco exigente. Faz as pazes com a tua.